BLOG DO BOEIRA|Não permita ser enforcado pela ingratidão, hipocrisia e falta de memória das pessoas.

Estou sendo questionado por alguns posicionamentos que externo nas redes sociais. Então resolvi escrever este artigo para celebrar o verdadeiro dia dos bobos. Respeito aos contrários sempre.


Pela situação que vive o Brasil, há mais de três décadas, eu sempre manifestei a favor de uma intervenção militar, que não é ditadura. E isso foi antes mesmo de Bolsonaro se candidatar. Querem me censurar, processar ou me prender porque falo o que penso? Isso tem sido comum na tal democracia dos hipócritas.

Lembrarei de duas histórias ou momentos da nossa política. Uma que li e outra que vivenciei. O sistema está corrompido e corrompeu de forma generalizada os pilares da sociedade brasileira e de suas instituições, inclusive a imprensa.


Em momento algum ouvi o presidente Bolsonaro dizer, nesta  situação complicada em que vivemos, que ele defenda uma intervenção militar. Em todos os pronunciamentos que fez, ele foi inocentemente contrário a isso, mesmo sabendo que conspiram para lhe afastar do cargo.


E só para lembrar os incoerentes - Presidente eleito democraticamente nas urnas e que antes mesmo de assumir sofre ataques ou ameaças de golpe por gente que se diz a favor da democracia. Na verdade, a favor dos seus próprios interesses e motivados por uma ideologia doentia e nojenta  que saqueou um país inteiro.


A própria Constituição de 1988 garante a livre manifestação pacífica. Qual artigo está escrito que o presidente da República não pode ir aonde o povo está? Cadê o direito aquele de ir e vir?


A maioria das pessoas permitiu que lavassem suas mentes. Perderam a noção, os valores e o respeito. Não pensam com a própria cabeça e nem escrevem mais com suas ideias. Apenas copiam e colam o pensamento dos outros. Alguns até lembram de uma parte da história, mas omitem a outra parte, que não interessa contar.


A própria Rede Globo apoiou na época os atos de 1964. Perseguiu Brizola até à sua morte. E agora quer confundir a opinião pública novata com o AI 5, que só foi implantado em 13 de dezembro de 1968, pois a tal "resistência" dos anjinhos saqueava, assaltava bancos e cometia crimes ou atos de terrorismo. Subversivos, orientados pelo comunismo das ditaduras russa e cubana, que tinham interesses escusos no Brasil. Esse talvez tenha sido sum dos maiores motivos para os militares não terem cumprido com o acordo, que seriam eleições diretas nos anos seguintes, em plena Guerra Fria entre americanos e soviéticos.


Enganam-se àqueles que pensam que os tanques do Exército entraram de surpresa anunciando um golpe. Antes da Intervenção de 1964, o povo clamava por isso e comemorou nas ruas, de forma patriótica, quando esta foi consumada.  A reação conservadora foi imediata e ocorreu nas ruas no dia 19 de março com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Essa passeata mobilizou mais de 500 mil pessoas em São Paulo contra o comunismo e reivindicando a intervenção dos militares na política brasileira. O governo de João Goulart estava em ruínas.


No Congresso Nacional, em Brasília, Civis como Tancredo Neves, JK, Ulisses Guimarães e Carlos Lacerda apoiaram, votaram e legitimaram o General Castelo Branco, o primeiro presidente do regime militar. Ironicamente o mesmo colégio eleitoral que elegeria, em 1985, o próprio Tancredo, que não assumiu e curiosamente também morreu como mártir das "Diretas Já", no dia 21 de abril.


A Lei da Anistia, no Brasil, é a denominação popular dada à lei n° 6.683, sancionada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979, após uma ampla mobilização social, ainda durante a ditadura militar. Anistiou todos os criminosos, de direita ou esquerda. Repatriou todos os brasileiros que estavam no exílio.


O que poucos perceberam foi que caímos num golpe civil arquitetado por velhas raposas da política e que ao meu ver perdura há mais de 35 anos. A tal "Nova República" foi muito mais nociva, assassina, mentirosa e conspiratória do que qualquer outro regime registrado na história do Brasil.


A Comissão Nacional da Verdade (CNV) ou da meia verdade, em seu relatório final, reconheceu 434 mortes e desaparecimentos políticos entre 1946 e 1988, dos quais a maioria ocorreu no período da "ditadura". Desafio a mesma comissão fazer um levantamento de quantas pessoas já  morreram por fome, suicídio ou mortes violentas de 1985 para cá. A maioria destas desgraças foram motivadas por políticos e juristas não respeitarem a própria Constituição que juram e também pelos desvios do dinheiro público comprovados pela Lavajato.


Eles próprios não respeitam à Constituição e querem nos fazer acreditar num futuro da nação? Por isso, na minha visão, o dia dos bobos ou da mentira deveria ser lembrado hoje e não no 1° de abril.


O regime corrupto já exterminou com milhões de brasileiros pela desigualdade e desunião. Os que não morreram, faliram ou perderam seus direitos adquiridos, propriedades e a dignidade. De lá para cá, praticamente três partidos comandaram o Brasil - MDB, PSDB e PT.


Dois presidentes perderam o mandato. Estes governantes são sustentados sempre por partidos do "centrão" ou do toma lá dá cá. Se não aceitar as normas do sistema, cai. O presidente Bolsonaro corre sério risco.


O nosso regime há muito tempo é parlamentarista. O presidente eleito só governa aceitando os conchavos políticos de parlamentares e juízes que legislam por interesses próprios.


Bolsonaro tenta ir contra esse sistema. Não o pegarão por corrupção e sim, buscarão nas palavras soltas e fora de contexto, muitas vezes editadas e que Bolsonaro sempre pensou ou defendeu. O presidente foi eleito por este discurso coerente. A fala tosca do Bolsonaro é o que costumamos pronunciar em casa ou em algum momento pensamos. Mas, temos medo de dizer em público, exatamente porque vivemos numa ditadura civil dos hipócritas, aonde prevalece o argumento do politicamente correto e o "estado de direito" que eles pregam.


Quando vejo uma reportagem onde um repórter ressalta que o presidente coçou o nariz...fico com vergonha da minha própria classe.


Falam mal dos militares, mas esquecem que na hora das crises e dos medos, são estes que estão sempre prontos para formar a linha de frente, como acontece agora na pandemia do Covid-19.


Na nossa bandeira está escrito "Ordem e Progresso". Alguém respeita isso? Hoje, muitos nem lembram mais porque é feriado. Isso tudo me deu a certeza e a inspiração para o título deste texto, de que não vale mesmo à pena arriscar o pescoço e nem liderar movimentos coletivos por um povo tão ingrato e sem memória.


Orar, para não piorar.

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